domingo, 5 de agosto de 2012

Início do Cham Kiu (Ving Tsun Experience)

Na última quarta-feira fiz a sétima sessão de Ving Tsun Experience. Como eu disse no post anterior, foi o início das noções do Cham Kiu que vamos ver. Isso quer dizer que começamos a andar, ou mais precisamente, movimentar as pernas. Assim são mais dois membros para prestar atenção e controlar.

O Ving Tsun Experience/Siu Nim Do é interessante porque, em teoria, é uma "amostra" do que é o sistema Ving Tsun, então, em teoria, não deve ser tão rigoroso com as formas como eu acho que deva ser no treinamento propriamente dito. Mas em compensação, nós precisamos tentar fazer as coisas minimamente certo para conseguirmos avançar nos exercícios. Então tem um pequeno conflito aí.

Como o Ving Tsun é um sistema, o que eu vejo hoje deve ser construído com base no que eu aprendi ontem. Por isso se eu não faço direito a parte de ontem, a parte de hoje não vai funcionar. E é aí que eu vejo o conflito. Se é uma amostra e não temos a preocupação total com a perfeição dos movimentos ou das posições, não vamos ter 100% do resultado esperado, mas por outro lado, os 100% do resultado nós só devemos ver depois do final do Ving Tsun Experience. Na verdade o que gera este conflito é mais a nossa expectativa do que o Ving Tsun Experience propriamente dito. Bem, a minha expectativa pelo menos!

E aí eu volto à sessão, onde começamos a nos movimentar ao mesmo tempo em que desferimos nossos socos Yat Ji Chung Choi! Mas não é só sair andando e socando. Como eu disse, isso tem que ser feito com base no que aprendemos antes, então para eu conseguir dar um passo e desferir um soco com sucesso dentro do exercício, preciso prestar atenção em uma série de coisas, a partir do momento em que conecto a energia com o parceiro do exercício: Qual o estímulo que estou recebendo? Com base nesse estímulo, qual movimento devo fazer? Como está a minha base Yi Ji Kim Yeung Ma? Como está a posição dos meus ombros? Como está a posição dos meus cotovelos? Depois de verificado isso tudo, devo dar um passo para ocupar o espaço do oponente. Ao mesmo tempo em que dou o passo, devo levar minha energia para frente, para deslocar o oponente. Feito isso, devo fazer o movimento do soco. Não esquecendo da posição dos ombros, cotovelos, e da mão da retaguarda! Ao final do movimento, checar tudo de novo e preparar para o próximo.

E depois ainda fiz outro exercício, sem a guarda do mobilizador, na verdade ele apenas recebe os socos, mas ditando o meu movimento para frente ou para trás. E nesse exercício entrou mais um ponto de atenção, que é a sequência de socos, tentando manter sempre uma das mãos no ponto de alcance máximo enquanto a outra inicia o movimento de soco seguinte, para impedir que o oponente ocupe o meu espaço.

A gente começa a desconstruir o corpo dentro da nossa cabeça para tentar ter consciência de todas essas partes e colocá-las para trabalhar independentemente, mas por um propósito comum.

É um pouco como quem vai aprender a tocar bateria - se você não consegue movimentar os braços e as pernas independentemente uns dos outros, não vai conseguir fazer uma batida boa, mas em compensação não adianta usar só um braço ou uma perna, tudo tem que ser usado ao mesmo tempo. É, acho que preciso voltar pro meu RockBand! =]

No final da sessão a SiFu nos convidou para participar das sessões de treino coletivo às segundas-feiras, então amanhã eu devo ir ver como é isso.